A VERDADEIRA LISTA DE SHINDLER

A LISTA DE SCHINDLER ? A VERDADEIRA HISTÓRIA


É com pesar que se informa o falecimento do autor de ?A Lista de Schindler ? A Verdadeira História?, Mieczyslaw (Mietek) Pemper. Ele morreu, na última terça-feira, 07/06, aos 91 anos, mas a prefeitura da cidade alemã de Augsburgo, onde vivia, anunciou apenas hoje, quinta-feira, 09/06. Após anos no anonimato, a história da lista que poupou a vida de 1.200 judeus ganhou as telas do cinema com Steven Spielberg e, no Brasil, a Geração Editorial em 2010 trouxe com exclusividade, a versão contada pelo homem que redigiu a verdadeira lista das empresas de Oskar Schindler. + Saiba mais sobre o livro ?A Verdadeira História da Lista de Schindler?: ?Sobrevivente do Holocausto e testemunha de como a lista foi elaborada revela como viveu no inferno, serviu ao diabo e sobreviveu.? Em seu célebre discurso aos trabalhadores judeus de suas empresas, após a libertação, em maio de 1945, Oskar Schindler ? autor da famosa lista que leva seu nome e deu origem ao filme de Steven Spielberg ? declarou: ?Não me agradeçam por terem sobrevivido. Agradeçam a seus compatriotas que se esforçaram dia e noite para livrá-los do extermínio. Agradeçam a seus intrépidos e destemidos companheiros Stern e Pemper, que, durante as tarefas que desempenharam a favor de vocês, contemplaram a morte diante de seus olhos a cada momento?.

Pemper é Mietek Pemper, o herói judeu que trabalhava, forçado, para o carrasco e assassino nazista Amon Göth. Arriscando a própria vida, ele seria o único, segundo o próprio Schindler, capaz de contar a emocionante história da lista ?de forma autêntica?. Pois ele, finalmente, contou, em ?A Lista de Schindler ? A Verdadeira História?. O livro traz as memórias de um sobrevivente que passou por todas as atrocidades possíveis do Holocausto, entre os anos de 1939 a 1945, e ainda conviveu por mais de 500 dias no ?Epicentro do Mal?, servindo diariamente um dos mais sanguinários nazistas, o commandeur Amon Göth, chefe do Campo de Concentração de Krakau-Plaszów, onde mais de oito mil judeus foram assassinados. No final da guerra, o judeu polonês Mietek Kemper, este sobrevivente, testemunhou contra os comandantes nazistas no Tribunal Internacional Militar de Nuremberg. Anos depois, em 1990, já bem velhinho, ele colaborou na produção do filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg. Faltava escrever seu próprio livro, que ele lançou em 2010, prestes a completar 90 anos de idade. É com emoção extraordinária que Pemper relembra sua vida no campo de concentração, onde serviu o tal carrasco, e sua amizade com o empresário alemão Oskar Schindler, o homem que conseguiu resgatar, numa operação sem precedentes, mais de mil judeus condenados a morrer nos campos de concentração nazistas. A obra tem uma narrativa fantástica, com depoimentos retirados da sua excelente memória e de anos de pesquisa nas mais diversas fontes. O autor conseguiu mais uma façanha para sua vida: imortalizar um fato histórico pela visão de quem viveu o terror do nazismo e que precisa ser lembrado constantemente para que o mundo não volte a cometer as mesmas barbáries do passado. (?A LISTA DE SCHINDLER ? A VERDADEIRA HISTÓRIA?, de Mietek Pemper, 280 págs, Geração Editorial ? 2010)

parte2


Em uma certa aula de Artes,uma ex-professora minha começou a mostrar o filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg, e desde então esse livro foi para o top da minha lista de procurados, e para variar, coisa que nunca acontece, não conseguia achá-lo nas bibliotecas, afinal não dá comprar livros assim para bibliotecas enquanto tem gente ainda presa a livros como Crepúsculo que inspira pensadores. Depois de algum tempo achei o livro, mas esse era o de Thomas Kenelly, que escreveu o livro em forma de romance, o qual foi inspiração para o cineasta fazer o filme; ainda não tinha sido dessa vez que adquiri o livro. Alguns meses ou semanas depois o meu aniversário chegou e como todo mundo sabe aqui, eu tenho um certo problema com livros, eles me escolhem sempre que passo perto, então me falaram para escolher um para ganhar de presente, e esse foi o escolhido, passeando pela livraria do shopping achei esse que não era o mesmo que tinha visto o do Kennely, mas sim do judeu Mietek Pemper, homem que trabalhou no escritório com Göth, um nazista extremamente violento. Já não tinha como mudar de ideia, o livro me escolheu. Antes de efetivamente escrever essa resenha, quero que saibam que esse livro não é um romance como o de Kennelly, mas sim o relato de um judeu que sobreviveu ao Holocausto e ajudou a salvar milhares de vidas ao lado de Oskar Schindler, este livro tem um toque sutil e ao mesmo tempo pesado: a realidade dos fatos narrados, nada foi inventado ou exagerado. Mietek Pemper era um jovem judeu comum, como tantos outros na Cracóvia, conseguiu uma licença e estava em duas faculdades ao mesmo tempo e já antes da guerra ele narra os traços do nazismo e preconceito que não nasceram pelas mãos de Hitler, já estavam (e ainda estão presentes) nas mentes das pessoas. Pemper relata que na faculdade, lugar onde pessoas deveriam ser mais compreensivas e livres de tais preconceitos, os judeu eram impostos a certas regras como a de que deveriam sentar-se em determinadas carteiras, claro, eles se negaram, mas esse era apenas os primeiros traços de uma época que marcou toda a história.

 Depois de serem forçados a morarem em guetos, com horário de retorno e trabalho forçado, os judeus ainda assim não faziam ideia do que estava por vir. Auschwitz para os detentos era o nome de mais um lugar, que para eles era como tantos outros, para lá iam vagões repletos de crianças e velhos, diziam para os familiares que esses estariam a caminho da construção de trilhos para trens, mas aos poucos eles ficaram sabendo que não existiam obras e mesmo assim os vagões ainda voltavam vazios e cheirando a carne queimada. É neste contexto que Pemper viveu seus anos de juventude e nos quais conheceu Oskar Schindler, um homem que não era santo, mas nesse época como o próprio autor disse as pessoas afloraram suas caracteristicas, umas viravam anjos outras demônios, Schindler era o anjo ao contrário de Göth. Göth era nazista convicto e extremamente violento, Pemper contou que as vezes enquanto ele o ditava cartas e documentos, afinal essa era a função a qual o judeu foi destinado, trabalhar para esse monstro, o seu ?chefe? levantada e ia até a janela atirar, o pobre detendo só ouvi os gritos e ao voltar, o homem fazia a simples pergunta: ?Onde paramos?? como se nada tivesse acontecido. Ao ler o livro fiquei me pergunto a respeito da família destes nazistas e logo achei um trecho que me deu uma leve noção de como era essa relação, em umas das cartas a mulher do membro da SS (Göth) o contou que seu filho estava batendo em sua irmã mais nova, então ele responde a esposa:
  ?tal pai, tal filho, o menino está seguindo os passos do pai?. Depois de ler o livro fiquei pensado e cheguei a esta conclusão simples e pessoal: se não fosse por Mietek Pemper Schindler não teria conseguido reunir todos aqueles detentos juntos, famílias unidas, até o final da guerra, todos teriam sido mortos, foi com a ajuda de Pemper que olhava em documentos oficiais, algo que era impossível para os nazistas, já que ele não deveria ter se quer chance se aproximar deles? Mas não foi o que aconteceu. Foi com a ajuda de Pemper, que descobriu que somente os campos de concentração que eram ?decisivos para a vitória?, ou seja, de armamentos, eram os campos que não seriam exterminados. Schindler conseguiu através de sua fábrica e a amizade que matinha com os nazistas, fazer listas nas quais ele escolhia os judeus, famílias inteiras foram salvas. Um outro fato no livro que me surpreender foi quando o autor contou sobre um certo subordinado de Göth que se negou a matar mãe e filho, que foram encontrados com documentos falsos em outro país vizinho, a ordem era para fuzila-los, e o jovem que segundo Pemper tinha a aparência de um perfeito nazista: alto, forte, loiro de olhos claros, disse não, não conseguiria fazê-lo.

 A ordem foi cumprida por outro subordinado, que no outro dia se sentiu na obrigação de falar com Pemper, que não tivera culpa, que aquilo fora uma ordem? Para o outro soldado também era uma ordem. Pemper conta que haviam soldados que estavam a serviço dos nazistas, mas eles próprios não eram assim, alguns nunca tinham vistos judeu antes e se tiveram, não se lembrava, já que não há nada que diferencie-os de todos. O livro contem trechos de falas de alguns detentos em julgamentos e outros fatos a mais, que eu não gostaria de estragar contando aqui? Vou terminar esta resenha por aqui mesmo, na verdade nem posso chamá-la de resenha, mas sim de apenas um comentário, este livro não tem como resumir ou fazer um resenha completa, é preciso ler. Mietek Pemper morreu esse ano aos 91 anos este ano no dia 7/06. >>> Aproveite e baixe o filme dirigido por Steven Spielberg, ?A Lista de Schindler?. Essa história real ronda em torno do alemão Oskar Schindler, que viu na mão-de-obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a segunda guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso transformou-se em um dos maiores casos de amor da História, quando este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus, em plena luta contra o extermínio nazista. Dados do arquivo: áudio: inglês; legendas: português; duração: 197 min.; qualidade: DVDRip (Rmvb); tamanho: 327 MB/343 MB e servidor: Megaupload (4 partes).


Oskar Schindler



Nasceu em 28 de Abril de 1908 em Zwittau na Morávia. Filho de um industrial bastante rico, Schindler cresceu numa família muito religiosa. A sua família de classe média católica pertencia à comunidade que falava alemão nos Sudetos. O jovem Schindler, que estudava engenharia, esperava seguir os passos do seu pai e tomar conta da fábrica de máquinas agrícolas. Casou aos dezenove anos com Emilie Schindler depois de seis anos de namoro. Pouco depois, Schindler tornou-se alcoólico e começou a trair a sua mulher, tendo resultado no nascimento de duas crianças de outra mulher. Alguns dos colegas e vizinhos amigos de Schindler eram judeus, mas não estabeleceu nenhuma amizade íntima e duradoura com nenhum deles. Tal como muitos dos jovens que falavam alemão dos Sudetos, ele inscreveu-se no partido alemão Konrad Henlein?s Sudeten, tendo-se inscrito no partido nazista depois da anexação alemã dos Sudetos em 1938. Schindler tornou-se desempregado quando os seus pais perderam o respectivo negócio durante a grande depressão, tendo ido para Cracóvia, na Polônia, onde encontrou emprego como vendedor de máquinas.
Pouco depois do rebentar da guerra em Setembro de 1939, Schindler com 31 anos de idade foi para a ocupada Cracóvia. A cidade, casa para cerca de 60.000 judeus e sob a administração alemã, a Generalgouvernement, provou ser muito atrativa para os empresários alemães, que desejavam capitalizar as adversidades existentes no país ocupado. Naturalmente astuto e sem escrúpulos, Schindler apareceu, inicialmente, para alcançar algum sucesso por aqueles lados. Em Outubro de 1939, apropriou-se de uma fábrica até então proprietária de um judeu. Como resultado de algumas manobras ? através o conselho comercial de um contabilista judeu polonês, Itzhak Stern, Schindler começou a construir a sua própria fortuna. Em Zablocie, arredores de Cracóvia, uma pequena fábrica de equipamento de cozinha para o exército alemão começou a crescer. Em apenas três meses, a fábrica já empregava cerca de 250 polonês, incluindo sete judeus. No final de 1942, a fábrica expandiu-se para a produção de munições, ocupando cerca de 45.000 m² e empregando quase 800 homens e mulheres. Destes, 370 eram judeus do gueto de Cracóvia, estabelecido pelos alemães depois de terem entrado na cidade. Desde cedo que Schindler adotou um estilo de vida extravagante, divertindo-se à noite na companhia de altos oficiais das SS,
assim como na companhia de uma mulher polonesa bastante bonita. Até certa altura, o que o colocou longe dos benefícios da guerra foi o tratamento humano para com os seus trabalhadores, nomeadamente para com os judeus. Schindler nunca desenvolveu qualquer resistência ideológica contra o regime nazista. No entanto, a sua crescente repulsa e horror relativamente à insensível brutalidade da perseguição nazista da população judaica provocou uma curiosa transformação no oportunismo imoral. Gradualmente, o seu objetivo egoísta de ganhar dinheiro passou para segundo plano, dando mais importância ao fato de pretender salvar o máximo de judeus das execuções nazista. Uma das principais ferramentas de Schindler para a tarefa de salvar vidas prendia-se com o fato da sua fábrica ser considerada como essencial para o esforço de guerra na Polônia ocupada. Tal não servia apenas para obter contratos lucrativos com os militares mas também para retirar alguns judeus da jurisdição das SS. Quando os seus empregados eram ameaçadas com a deportação para Auschwitz por parte das SS, Schindler podia pedir para que fossem dispensados, argumentando que a sua deportação iria dificultar seriamente os esforços para manter a produção essencial para o esforço de guerra. Schindler não hesitou em falsificar os documentos, empregar crianças, domésticas e advogados como sendo experientes mecânicos. Para além disso, também foram protegidos trabalhadores sem qualificação ou temporariamente incapacitados.
A Gestapo prendeu Schindler algumas vezes, tendo chegado a interrogá-lo sobre possíveis irregularidades e favorecimento de judeus. Em março de 1943, o gueto de Cracóvia foi liquidado, sendo os judeus que ainda restavam transportados para o campo de trabalhos forçados de Plaszóvia, nos arredores de Cracóvia. Schindler pediu ao SS-Haupsturmführer Amon Goeth, o brutal comandante do referido campo, que o deixasse estabelecer um campo secundário especial para os trabalhadores judeus da sua fábrica de Zablocie. Nesse local, era mais fácil de manter os judeus em condições relativamente toleráveis, fornecendo-lhes alimentos comprados com o próprio dinheiro no mercado negro. No fim de 1944, Plaszóvia e todos os campos secundários tiveram de ser evacuados devido ao avanço dos russos. A maioria dos prisioneiros (mais de 20.000 homens, mulheres e crianças) foram enviados para os campos de extermínio. Ao receber ordem de evacuação, Schindler, que tinha conseguido aproximar-se do supremo comando do exército (OKW), tratou de obter autorização oficial para continuar a produção numa fábrica que ele e a sua mulher tinham estabelecido em Brünnlitz, nos Sudetos. Sendo assim, era suposto que todos os trabalhadores de Zablocie, aos quais já se tinham juntado grande parte dos trabalhadores do campo de Plaszóvia, fossem transferidos para a referida fábrica. No entanto, em vez de serem transferidos para Brünnlitz, 800 homens (entre os quais 700 judeus) e 300 mulheres da lista de Schindler foram desviados para Gross-Rosen e para Auschwitz, respectivamente. Quando soube do sucedido, Schindler tratou de assegurar a libertação dos homens do campo de Gross-Rosen. Depois, enviou o seu secretário pessoal alemão a Auschwitz por forma a negociar a libertação das mulheres. Foi necessário pagar à Gestapo 7 marcos alemães por cabeça diariamente. Este foi o único caso na história do campo de extermínio da libertação de um grande número de prisioneiros na altura em que as câmaras de gás ainda se encontravam em funcionamento. Uma das ações humanitárias mais notáveis levadas a cabo pelos dois Schindler envolveu 120 prisioneiros judeus de Goleszow, um dos campos secundários de Auschwitz. Os homens trabalhavam na fábrica de uma pedreira que pertencia à companhia sob a tutela das SS. Com a aproximação dos russos em Janeiro de 1945, foram evacuados para Goleszow e transportados em vagões para gado sem comida nem água. Após sete dias de caminho em pleno Inverno, os guardas das SS estacionaram os vagões às portas de Brünnlitz. Emilie Schindler foi a tempo de impedir que o comandante das SS do campo ordenasse que o comboio voltasse para trás. Schindler, que tinha regressado ao campo depois da procura de comida no exterior do campo, teve alguma dificuldades em convencer o comandante de que precisava urgentemente das pessoas que se encontravam encerradas no comboio para a fábrica. Quando os vagões foram finalmente abertos, foram descobertos quase trinta corpos congelados. Schindler percebeu que o comandante planeava, à melhor tradição nazista, incinerar os desafortunados num dos fornos da fábrica. Schindler conseguiu que fossem cremados de acordo com o rituais religiosos judaicos numa parcela de terreno perto de um cemitério católico,
que tinha sido comprado especialmente para esse fim. Os restantes 107 sobreviventes, terrivelmente enregelados e assustados, tiveram tratamento médico. Nos últimos dias de guerra, mesmo antes da entrada do exército russo na Morávia, Schindler conseguiu ir para a Alemanha, em território controlado pelos Aliados. O magnata industrial do tempo de guerra encontrava-se então sem um único centavo. No entanto, organizações de judeus e grupos de sobreviventes apoiaram-no nos anos seguintes, ajudando a financiar (a longo prazo, mal sucedido) a sua emigração para a América do Sul. Quando Schindler visitou Israel em 1961, a primeira das suas setenta visitas, foi recebido e extremamente bem tratado por 220 sobreviventes. Ele continuou a viver parcialmente em Israel e na Alemanha. Depois da sua morte em Hildesheim, Alemanha, em Outubro de 1974, os sobreviventes desolados apoiaram a transferência dos restos mortais de Schindler para o Cemitério Protestante de Jerusalém, Israel. Emilie Schindler morreu a 5 de Outubro de 2001 e encontra-se enterrada na Alemanha. A 18 de Julho de 1967, Yad Vashem decidiu reconhecer Oskar Schindler como um Honorável entre as Nações. No dia 24 de Junho de 1993, Yad Vashem decidiu reconfirmar a sua decisão original e estendendo o reconhecimento também para a mulher de Schindler, Emilie Schindler.
fonte:varios sites.
FONTE: Feranet21 - O Animal Racional da Educação Virtual. Paulo Roberto site:Dicas on Line. Fonte: http://pt.shvoong.com/society-and-news/culture/2191887-15-curiosidades-israel



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